terça-feira, 10 de setembro de 2019

Angola: Tráfico de seres humanos abrange crianças e mulheres


Angola: Tráfico de seres humanos abrange crianças e mulheres
Em Angola o tráfico de seres humanos atinge sobretudo as crianças e mulheres nas províncias de Luanda, Cunene e Zaire, admitiu o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos.
As autoridades angolanas estão preocupadas com o crescente número de tráfico de seres humanos no país que envolve principalmente as mulheres e crianças.
Segundo o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, a sua base de dados contabiliza mais de 70 casos de tráfico de seres humanos entre os quais 15 já foram julgados pelos Tribunais que resultaram em condenações dos implicados.
As províncias de Luanda, Zaire e Cunene são as que registam mais casos de tráfico de seres humanos.
Portugal, Brasil e os países asiáticos são as origens das mulheres envolvidas na crescente indústria do sexo em Angola com a participação de cidadãos angolanos e estrangeiros.
Para combater o fenómeno, o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos desenvolve um plano de sensibilização junto da população, encorajando as denúncias dos traficantes.
Entretanto, a secretária de Estado angolana para os Direitos humanos, Ana Celeste Januário, confirmou à imprensa, que "as principais vítimas são maioritariamente mulheres e crianças e as províncias com maior incidência é Luanda, Cunene e Zaire."




segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Angola: Gestores de comunicação social abordam financiamentos de programas infantis

Angola: Gestores de comunicação social abordam financiamentos de programas infantis

Os gestores de órgãos de comunicação social públicos e privados reuniram-se na terça-feira,27, para abordar as políticas públicas para angariar  financiamentos para os programas de conteúdos infantis no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR).
O secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malovaloneke, solicitou aos responsáveis das empresas a apresentarem projectos bem estruturados e credíveis para possíveis financiamentos.
Celso Malovaloneke disse existirem vários parceiros de cooperação, interessados em financiar programas de conteúdos infantis, desde que estejam bem elaborados, tendo em vista o resgate e o reforço da presença destes nas diferentes estações radiofónicas e televisivas do país.
“Tivemos grandes marcos que os conteúdos infantis alcançaram no nosso país, como os programas Piô Piô, Carrossel, Caçulinhas da Bola e o Suplemento Canuco “, disse Celso Malovaloneke, lembrando que a história da comunicação social angolana não pode passar de lado desses grandes marcos que devem ter o seu devido reconhecimento.
Na sua intervenção, Celso Malovaloneke recordou que a qualidade dos conteúdos infantis nos órgãos públicos foi sempre uma das preocupações primárias dos grandes nomes da comunicação social como Rui de Carvalho, Francisco Simons, Luísa Fançony e vários outros.
Por sua vez, o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Nico Volanti, salientou a rica história da participação infantil na vida pública do país.
“Na música infantil e em outras actividades para as crianças, a Rádio Nacional de Angola realizou com êxito o primeiro Festival de Música Infantil, no dia 1 de Junho de 1983, no auditório Rui de Carvalho”, disse.
Nico Volanti recordou que na década de 90 as crianças exibiam talentos na sala Piô da Rádio Nacional de Angola e na Televisão Pública de Angola, em programas infantis e outros espaços que apelavam a criatividade da criança.
Vilma Alcântara, jornalista brasileira, que orientou o encontro disse que um dos objectivos do evento foi o de discutir a inclusão nos meios de comunicação social, a formatação de programas televisivos, radiofónicos e em jornais para que a criança seja uma parte fundamental.
“A grande diferença não é só os meios de comunicação incluírem a criança, mas também ter rádios em escolas, o que possibilita muito a informação, a intelectualidade, psicologia de relacionamento das crianças e a própria família”, acrescentou Vilma Alcântara.
A jornalista brasileira lembrou que os órgãos de comunicação social angolanos devem trabalhar e criar formas de conseguir financiamento, principalmente a televisão e a rádio, tendo apontado a necessidade de se ter criatividade e trabalhar no marketing.