terça-feira, 16 de julho de 2019

Parabéns Monsieur Bettencourt Faria!



"Eu sou daqueles que acreditam neste país e nas suas gentes; sou dos que vieram para ficar; dos que deram os melhores anos da sua vida por um ideal ao serviço do povo angolano. As minhas actividades foram, são e serão sempre apolíticas, dedicadas ao bem comum, à elevação constante do nível cultural de toda uma comunidade". Carlos Mar Bettencourt Faria, 0 8 de Dezembro de 1974.

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Você sabia que existiu um observatório espacial em Angola na década de 60?
Honestamente eu também não sabia, mas navegando por este vasto repertório que é a Internet e ouvindo aqui e acolá, ou melhor lendo uma mensagem que recebi no whatsapp de um amigo que é um autêntico homem de cultura, fiz essa importante descoberta.

Pois bem, trata-se do Centro Espacial da Mulemba, uma espécie de estúdio, fundado pelo português Bettencourt Faria ( Carlos Mar Bettencourt Faria, de nome próprio), diga-se de passagem um homem genial, autodidacta, que com as próprias mãos, movido pelo amor a astronomia ergueu a "Casa Amarela" como também era conhecido o estúdio. Feito com peças de equipamento que eram utilizadas naquele Centro provinham da recuperação de aparelhos que se consideravam incapazes e eram cedidos pelas mais diversas entidades, muitas vezes particulares e iam desde um velho frigorífico, à fuselagem de um avião abatido.

O Centro Espacial da Mulemba, esse pequeno estúdio pejado de aparelhos, presenciou um acontecimento histórico. Bettencourt Faria fotografou e gravou usando aparelhagem própria os sinais emitidos a partir da lua pelo Sputnik russo. E mais este homem sapiente manteve uma conversa com o astronauta Neil Armistrong, o primeiro homem a pisar na lua, facto único no continente africano.

Na sua rubrica "O Cosmos em sua casa", do programa de rádio "Café da Noite" do jornalista Sebastião Coelho, Este " aventureiro da ciência" falava para o público, explicando com simplicidade e clareza assuntos de natureza espacial.

Bettencourt Faria foi barbaramente assassinado em 4 de Julho de 1976, precisamente há 43 anos no Centro Espacial da Mulemba, em Luanda. Por indivíduos que não olham para a tamanha perda que é para o mundo, o passamento físico de homens desta natureza e a destruição/ abandono de anos de pesquisa.

A poesia angolana rende uma homenagem a este homem , pelo seu trabalho pioneiro, pelo seu sacrifício por uma causa Universal e humanista.

Parabéns Monsieur Bettencourt Faria!

segunda-feira, 8 de julho de 2019


China investiu  785 mil milhões de dólares em projectos no continente africano

A China investiu em projectos no continente africano cerca de 785 mil milhões de dólares, em 2018, 46 mil milhões dos quais em investimento directo e 3 600 empresas chinesas investem no mercado africano, anunciou na quinta-feira,27, o vice-Primeiro-Ministro da China, Hu Chunhua.
 “Em 10 anos consecutivos, a China tornou-se o maior parceiro comercial de África e a nossa cooperação deve ser cada vez mais ampliada para que possamos colher bons resultados em diversos níveis”, disse o vice-Primeiro-Ministro.
Hu Chunhua explicou na abertura da 1ª Exposição Económica e Comercial China-África em Changsha que 350 produtos agrícolas de origem africana chegam ao mercado asiático todos os anos.
A África se tornou no segundo maior mercado de emprego para a população chinesa que de forma activa participa na construção de infra-estruturas como canais ferroviários, telecomunicações e energia, disse o governante chinês
“Nos últimos anos, erguemos cerca de 25 zonas económicas de países africanos como o Egipto, Etiópia e Uganda, onde elevamos os níveis de produção local e promovemos desenvolvimento do sector industrial”, afirmou.
Hu Chunhua lembrou que o Fórum de Cooperação China-África que decorreu no ano passado e juntou vários líderes africanos permitiu reforçar os laços e traçar um plano de acção que visou promover 100 medidas de cooperação sino-africana.
O vice-Primeiro-Ministro manifestou a vontade de elevar o nível de importação de produtos africanos que na sua opinião, vão ajudar a aumentar o volume de receitas dos seus orçamentos.
A China apoia a criação da Zona de Livre-Comércio Continental Africana, a qual considera uma plataforma transfronteiriça apropriada para alargar o comércio electrónico e o turismo, embora se exija o reforço da supervisão do mercado de ambos continentes.
Em Novembro do ano em curso vai acontecer a 2ª Feira de Importação da China, onde se espera uma presença massiva de empresas africanas.
“Vamos incentivar a cooperação em investimento, estimular as empresas chinesas a reforçar os negócios em África e actualizar os nossos projectos em parceria com o Fundo de Desenvolvimento de África”, assegurou.
Na mensagem de Xi Jinping, é declarado que existe uma clara intenção de potenciar o empréstimo chinês à África para apoiar iniciativas como a construção de uma indústria automóvel forte e capaz de competir com os mercados mais desenvolvidos, além de que, prossegue, “a China e a União Africana já deram início a planos de cooperação para trabalhar na concretização de projectos em energia renovável, telecomunicações e recursos hídricos.”
Para o vice-Primeiro-Ministro, o desenvolvimento socioeconómico da China só foi possível com uma reforma estrutural que levou muitos anos a ser implementada e uma abertura do mercado que considerou ser importante ampliar através da cooperação.


Governo proíbe o uso do véu islâmico por razões de segurança



O Primeiro-Ministro tunisino, Youssef Chahed, decidiu proibir “por razões de segurança” o acesso às administrações e instituições públicas a quem use o ‘niqab’ (véu islâmico).
Segundo a mesma fonte, Youssef Chahed assinou uma nota oficial “proibindo o acesso a locais da administração e instituições públicas, a qualquer pessoa com o rosto escondido”, indicando que “a decisão foi tomada por razões de segurança”.
A decisão do chefe do Governo tunisino ocorre após o duplo atentado suicida  a 27 de Junho em dois locais diferentes em Tunes, capital da Tunísia.
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou o duplo atentado que provocou um morto e oito feridos.
Em Fevereiro de 2014, o Ministério do Interior autorizou a Polícia a realizar um “maior controlo” de pessoas que usavam o ‘niqab’, justificando essa medida pela luta contra “o terrorismo”.

Em  nome da Segurança do Estado, o direito das mulheres são  relegado para o segundo plano.

 Não será essa decisão uma ameaça à cultura?
 O governo não poderia adoptar uma outra medida de segurança?
 Dura lex, sed lex  "A lei é dura mas é a lei".