segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Angola: Gestores de comunicação social abordam financiamentos de programas infantis

Angola: Gestores de comunicação social abordam financiamentos de programas infantis

Os gestores de órgãos de comunicação social públicos e privados reuniram-se na terça-feira,27, para abordar as políticas públicas para angariar  financiamentos para os programas de conteúdos infantis no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR).
O secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malovaloneke, solicitou aos responsáveis das empresas a apresentarem projectos bem estruturados e credíveis para possíveis financiamentos.
Celso Malovaloneke disse existirem vários parceiros de cooperação, interessados em financiar programas de conteúdos infantis, desde que estejam bem elaborados, tendo em vista o resgate e o reforço da presença destes nas diferentes estações radiofónicas e televisivas do país.
“Tivemos grandes marcos que os conteúdos infantis alcançaram no nosso país, como os programas Piô Piô, Carrossel, Caçulinhas da Bola e o Suplemento Canuco “, disse Celso Malovaloneke, lembrando que a história da comunicação social angolana não pode passar de lado desses grandes marcos que devem ter o seu devido reconhecimento.
Na sua intervenção, Celso Malovaloneke recordou que a qualidade dos conteúdos infantis nos órgãos públicos foi sempre uma das preocupações primárias dos grandes nomes da comunicação social como Rui de Carvalho, Francisco Simons, Luísa Fançony e vários outros.
Por sua vez, o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Nico Volanti, salientou a rica história da participação infantil na vida pública do país.
“Na música infantil e em outras actividades para as crianças, a Rádio Nacional de Angola realizou com êxito o primeiro Festival de Música Infantil, no dia 1 de Junho de 1983, no auditório Rui de Carvalho”, disse.
Nico Volanti recordou que na década de 90 as crianças exibiam talentos na sala Piô da Rádio Nacional de Angola e na Televisão Pública de Angola, em programas infantis e outros espaços que apelavam a criatividade da criança.
Vilma Alcântara, jornalista brasileira, que orientou o encontro disse que um dos objectivos do evento foi o de discutir a inclusão nos meios de comunicação social, a formatação de programas televisivos, radiofónicos e em jornais para que a criança seja uma parte fundamental.
“A grande diferença não é só os meios de comunicação incluírem a criança, mas também ter rádios em escolas, o que possibilita muito a informação, a intelectualidade, psicologia de relacionamento das crianças e a própria família”, acrescentou Vilma Alcântara.
A jornalista brasileira lembrou que os órgãos de comunicação social angolanos devem trabalhar e criar formas de conseguir financiamento, principalmente a televisão e a rádio, tendo apontado a necessidade de se ter criatividade e trabalhar no marketing.

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