China investiu 785 mil milhões de dólares em projectos no
continente africano
A
China investiu em projectos no continente africano cerca de 785 mil milhões de
dólares, em 2018, 46 mil
milhões dos quais em investimento directo e 3 600 empresas chinesas investem no
mercado africano, anunciou na quinta-feira,27, o vice-Primeiro-Ministro da China, Hu Chunhua.
“Em 10 anos consecutivos, a China tornou-se o
maior parceiro comercial de África e a nossa cooperação deve ser cada vez mais
ampliada para que possamos colher bons resultados em diversos níveis”, disse o vice-Primeiro-Ministro.
Hu
Chunhua explicou na abertura da 1ª Exposição Económica e Comercial China-África
em Changsha que 350 produtos agrícolas de origem africana chegam ao mercado asiático
todos os anos.
A
África se tornou no segundo maior mercado de emprego para a população chinesa
que de forma activa participa na construção de infra-estruturas como canais
ferroviários, telecomunicações e energia, disse o governante chinês
“Nos
últimos anos, erguemos cerca de 25 zonas económicas de países africanos como o
Egipto, Etiópia e Uganda, onde elevamos os níveis de produção local e
promovemos desenvolvimento do sector industrial”, afirmou.
Hu
Chunhua lembrou que o Fórum de Cooperação China-África que decorreu no ano
passado e juntou vários líderes africanos permitiu reforçar os laços e traçar
um plano de acção que visou promover 100 medidas de cooperação sino-africana.
O
vice-Primeiro-Ministro manifestou a vontade de elevar o nível de importação de
produtos africanos que na sua opinião, vão ajudar a aumentar o volume de
receitas dos seus orçamentos.
A
China apoia a criação da Zona de Livre-Comércio Continental Africana, a qual
considera uma plataforma transfronteiriça apropriada para alargar o comércio
electrónico e o turismo, embora se exija o reforço da supervisão do mercado de
ambos continentes.
Em
Novembro do ano em curso vai acontecer a 2ª Feira de Importação da China, onde
se espera uma presença massiva de empresas africanas.
“Vamos
incentivar a cooperação em investimento, estimular as empresas chinesas a
reforçar os negócios em África e actualizar os nossos projectos em parceria com
o Fundo de Desenvolvimento de África”, assegurou.
Na
mensagem de Xi Jinping, é declarado que existe uma clara intenção de potenciar
o empréstimo chinês à África para apoiar iniciativas como a construção de uma
indústria automóvel forte e capaz de competir com os mercados mais
desenvolvidos, além de que, prossegue, “a China e a União Africana já deram
início a planos de cooperação para trabalhar na concretização de projectos em
energia renovável, telecomunicações e recursos hídricos.”
Para
o vice-Primeiro-Ministro, o desenvolvimento socioeconómico da China só foi
possível com uma reforma estrutural que levou muitos anos a ser implementada e
uma abertura do mercado que considerou ser importante ampliar através da
cooperação.
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